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A Luta pela Preservação da Mancha dos Bombeiros

Atualizado: 22 de fev.

Na tarde de 19/02/2024, estiveram presentes na 791° reunião do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), a diretoria da AVM, técnicos e apoiadores representantes da sociedade civil e moradores da área em tombamento, denominada "Mancha dos Bombeiros", para tratar do pedido de proteção do patrimônio histórico e cultural do local.


foto de uma mesa com pessoas fazendo uma reunião
O associado Arthur Badin apresenta argumentos pela proteção da Mancha dos Bombeiros. 

Após as expressivas falas do advogado e associado Arthur Badin, da presidente da AVM e arquiteta urbanista Eliana Barcelos, do advogado Pedro Caíque e do morador e engenheiro Ricardo Rinaldelli, em favor da preservação e o valor histórico do conjunto, também como área intrinsecamente ligada ao entorno do Ginásio Ibirapuera e à antiga Invernada do Bombeiros, o presidente do Conpresp e as conselheiras da OAB e do IAB pediram vistas para uma análise mais detida das apresentações.


Vale registrar que antes de iniciar a pauta da Mancha, o arquiteto urbanista Nabil Bonduki fez uma importante fala em favor da importância de se preservar os testemunhos da arquitetura e do urbanismo na cidade, evitando perdas como a ocorrida com o “Casarão da Bela Vista” recentemente, que incorreu em destombamento por falta de conservação e outras ameaças ao patrimônio. Ressaltou a importância e demonstrou solidariedade ao Conselho contra a também recente tentativa da Câmara de deliberar sobre os tombamentos em detrimento do Conpresp. E chamou atenção à importância do tombamento da Mancha dos Bombeiros.


Foto onde a arquiteta Eliana Barcelos, presidente da AVM, está fazendo uma fala de pé para os outros participantes da reunião
Arquiteta Eliana Barcelos, presidente da AVM, na reunião em defesa da Mancha. 

Na reunião estavam presentes, também, as professoras, advogada Maria Paula Bertran USP/Ribeirão Preto, a arquiteta urbanista Lucila Lacreta, do Movimento Defenda São Paulo, e a arquiteta urbanista Flávia Britto FAUUSP, que fez um parecer em favor da preservação da Mancha, em caráter pro bono, destacando:


O primeiro e mais importante ponto deste processo está relacionado à participação social nas políticas de patrimônio cultural. O pedido feito pelos moradores conta mais de 2 mil assinaturas, e é apoiado pela Associação de Moradores da Vila Mariana - que vem protagonizando importantes ações pela preservação do patrimônio cultural do bairro, como em casos recentes e importantes da Chácara das Jabuticabeiras, para citar um deles. Este aspecto é central no caso e baliza a sua importância. Além disso, apoiam o pedido de tombamento o Instituto Lerner, que corrobora a importância da preservação do Conjunto Almirantes, edificação multifamiliar projetada pelo arquiteto Jaime Lerner.


O processo de tombamento (APT) Mancha dos Bombeiros foi aberto em 8/05/2023, na 775ª Reunião Ordinária do Conpresp, sob a Resolução Nº 07/CONPRESP/2023. O processo pode ser consultado pelo SEI 6025.2023/0003905-2.


Conheça mais, apoie e participe aqui:


(Postado em 20/02/24)


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