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Você tem notado o aumento de ruído de aviões na sua casa?

  • 12 de fev.
  • 3 min de leitura

As rotas das aeronaves do aeroporto de Congonhas passaram por transformações nos últimos anos, e a AVM está acompanhando esse assunto de perto.

Todos temos dúvidas sobre o que levou a estes desvios de rotas, consequências e o que pode mudar no futuro.

Atualmente, muitas destas rotas estão passando por regiões que não passavam antes de 2021. Uma das regiões mais afetadas foi a Vila Mariana. As aeronaves decolam, passam por cima do Ibirapuera, causando além do impacto sonoro, alterações na vida selvagem, especialmente as aves, ao interferir na comunicação e em comportamentos reprodutivos, e entram na Vila Mariana em uma altura que provoca ruídos muito altos na região.

A AVM, associação de moradores da Vila Mariana, tem recebido muitas reclamações de moradores, pedindo que alguma ação seja tomada, pois o barulho começa 6h15 da manhã, com frequência de 3m em 3 min, durante boa parte do dia, até as 23h.

A AVM consultou especialistas, que foram unânimes em dizer que deveriam ter sido realizados estudos comparativos de impacto do ruído aeronáutico no território, com as rotas aéreas vigentes em 2019-2020 e com as rotas que estavam em estudo no Projeto TMA-SP Neo (e que depois foram implementadas), com avaliação do número de pessoas afetadas (inclusive em escolas, hospitais e atividades similares, conforme indicado na Tabela E-2 do RBAC 161*), considerando as melhores práticas mundiais (documentos da OACI - Organização de Aviação Civil Internacional e outras organizações).

A AVM está solicitando que sejam realizadas medições nas rotas que passam pela Vila Mariana, e que seja avaliado o peso do deslocamento do ruído de uma área para outra, levando em consideração também o uso e ocupação do solo da nossa região, que detém uma das maiores concentrações de hospitais da cidade, bem como escolas e uma grande área adensada, ou seja, que sejam feitos, agora (ainda que tardiamente), estudos comparativos de impacto do ruído aeronáutico no território, com as rotas aéreas vigentes em 2019-2020 e com as rotas estabelecidas com o Projeto TMA-SP Neo, e que sejam feitos esses estudos de acordo com as melhores práticas mundiais.

A AVM participa  do Comitê de Gerenciamento de Ruído aeronáutico (CGRA), e do Gabinete de Conciliação, junto com outras associações de bairro, desde 2024. São realizadas duas reuniões anuais. Faze parte representantes do Operador Aeroportuário, Representantes da Sociedade civil, Cias Aéreas e Poder Público, e o encontro se realiza de forma virtual.

Em 2025 organizamos uma palestra com um pesquisador da área, que recentemente publicou trabalhos sobre este tema. Segue abaixo o link da gravação da palestra.

 

Como você pode ajudar?

Entendemos que uma ação que reverbera na comissão de gerenciamento de ruído (CGRA) são as reclamações. Elas são monitoradas e georeferenciadas.

A reclamação pode ser feita (inclusive de forma anônima) na ouvidoria da AENA (empresa que faz a gestão de Congonhas), link abaixo:

Geralmente respondem que é de responsabilidade do DECEA. Vale também fazer registro no link abaixo.

O link para reclamação no DECEA: https://servicos.decea.mil.br/sac/

 

Ações comunitárias nascem da participação ativa. Junte-se a nós e construa o futuro do nosso bairro

 

Caso queira se associar na AVM, acesse o link:


[1] A Tabela E-2 do RBAC 161 relaciona o número médio de movimentos de aeronaves nos últimos três anos com a classe do aeródromo e os valores de R2, que são utilizados no planejamento de zoneamento de ruído. Ela define classes de aeródromos (1 a 4) baseadas no volume de tráfego aéreo, com valores de R2 correspondentes para cada classe, que indicam a intensidade de ruído para fins de planejamento e restrições de uso do solo. 


* A Tabela E-2 do RBAC 161 relaciona o número médio de movimentos de aeronaves nos últimos três anos com a classe do aeródromo e os valores de R2, que são utilizados no planejamento de zoneamento de ruído. Ela define classes de aeródromos (1 a 4) baseadas no volume de tráfego aéreo, com valores de R2 correspondentes para cada classe, que indicam a intensidade de ruído para fins de planejamento e restrições de uso do solo. 

 
 
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